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No outono de 1998, a Nintendo enfrentou uma tarefa assustadora. O Game Boy original, com sua tela em preto e branco, havia dominado o mercado por quase uma década, mas a imagem monocromática ultrapassada exigia algo novo. A resposta da fabricante japonesa foi o Game Boy Color, um dispositivo portátil que abriu as portas para o mundo dos gráficos coloridos para os jogadores e construiu uma ponte entre a era dos 8 bits e os portáteis modernos.

Avanço de hardware e retrocompatibilidade

O coração do console portátil era um processador de oito bits modificado, operando a uma velocidade de clock de aproximadamente 8 MHz, o dobro do desempenho do modelo original. A tela, com resolução de 160 × 144 pixels, passou por uma transformação fundamental, sendo capaz de exibir até 56 tons simultaneamente, de uma paleta total de mais de 32 mil cores. Embora o painel ainda não possuísse retroiluminação e exigisse o uso de uma lâmpada ou luz solar direta para jogar, o salto de cores era impressionante para a época.

A jogada genial foi a retrocompatibilidade total. O console permitia rodar jogos antigos em tons de cinza. carO console herdou o Game Boy original, ao qual o sistema permitia atribuir paletas de cores básicas. Além disso, o tamanho do aparelho foi reduzido, passou a funcionar com duas pilhas AA e ganhou uma porta infravermelha para comunicação sem fio entre os jogadores.

Joias dos jogos lideradas por Pokémon

O verdadeiro motor das vendas foi a oferta de jogos. O maior fenômeno foi a segunda geração de Pokémon Gold e Silver, seguida pela versão Crystal, que aproveitou ao máximo o relógio interno e as transições de cores entre o dia e a noite. Os jogadores também devoraram os jogos de ação e aventura The Legend of Zelda: Oracle of Seasons e Oracle of Ages, a versão expandida de Link's Awakening DX e os jogos de plataforma Super Mario Bros. Deluxe e Wario Land 3. Você conhecia essa lenda?

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